O jugo do Senhor

“Meu fardo é leve, meu jugo é suave”.
Jesus (Mt. XI , 30)

É muito comum encontrarmos, no mundo, irmãos entregues aos mais variados processos de submissão, desajustados sob os mais atormentadores domínios, que os infelicitam e arrasam, sem piedade.

Há diversos companheiros do carreiro humano, que se colocam sob jugos os mais estranhos, esfalfando-se debaixo de fardos insuportáveis.

Muitos escolhem o jugo da ambição, e se estabelecem sob o fardo do maior ganho do dinheiro, do ouro, perdendo-se na imoderação que, gradualmente, os vai destroçando.

Vários curvam-se ante o jugo do prazer inferior, e se alocam sob os fardos do sexo desvairado, das orgias e libações alcoólicas, dos jogos de azar intermináveis, de passeios sem valor que, sem utilidade, convertem-se em fuga permanente.

Diversos se genufletem ante o jugo do poder mundano, e convertem as posições de comando em cadeias retentoras para si mesmos. Estacionam sob os fardos da política mal orientada, da administração mentirosa, do desgoverno dos próprios lares.

Inúmeros se posicionam cativos ao jugo do pessimismo, dobrando-se sob o peso de queixas sem fim, de condenações improcedentes, de crimes hediondos, de suicídios nefandos, com os quais mais se agrilhoam a processos de dores sufocantes, que se fazem reajustadoras e reeducativas.

No mundo, amiúde, os caminheiros da evolução costumam buscar fardos de miséria e jugos de tormento, afastando-se de escolhas menos ásperas, que lhes dariam segurança.

Jesus, o Excelso Zagal do rebanho terrestre, apresentou aos indivíduos, sugestão de paz e de renovação, pondo-se na condição de quem dispensa luz aos corações.

Seu jugo sendo suave, por que não o aceitamos?

Sendo leve seu fardo, por que não o conduzimos?

É que o jugo do Senhor exige disciplina e disposição no trabalho do bem.

Ainda que suave, sugere responsabilidades às quais as almas do mundo ainda se não acostumaram.

Seu fardo sendo leve evoca, não obstante, boa-vontade e afinco para conduzi-lo, empenho superior para que se o carregue, condições ainda não conquistadas pelos homens terrenos.

Porém, a hora é agora; o dia é hoje.

Refletindo as notícias da Boa Nova do Senhor, na pauta feliz do procedimento genuinamente cristão, estaremos, por certo, na dedicação que predispõe à estruturação das nossas vidas próprias, conduzindo com bom ânimo o fardo da redenção sob o império da Paz, com que o Reino dos Céus nos acena, desde há muito.



Camilo
(Mensagem psicografada pelo médium J. Raul Teixeira, em 28.03.87, no Grupo Espírita Maria de Nazaré - Votuporanga, SP)

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© Federação Espírita do Paraná - 20/11/2014