Presidente: 1993-1995; 1999-2003.
Natural de Porecatu/PR. Formado em Economia e Administração de Empresas.
Foi fundador, em 29 de setembro de 1984, e presidente, por várias gestões, da Sociedade Espírita Renovação, em Curitiba, na qual atuou, em diversas funções, até os primeiros anos do início do século XXI. Vinculou-se, posteriormente, ao Centro Espírita Ildefonso Correia, na mesma cidade.
Na Federação Espírita do Paraná (FEP), exerceu a função de diretor do Jornal Mundo Espírita, nos anos de 1986 a 1992.
Eleito 2º vice-presidente da Diretoria Executiva, em 24 de agosto de 1991, em substituição a Guaracy Paraná Vieira, e 1º vice-presidente de 1997-1998.
Ocupou a presidência da FEP em 1993-1995. Reconduzido ao cargo de 1999-2000 e 2001-2003 (segundo mandato prorrogado por um ano conforme decisão do Conselho Federativo Estadual – CFE).
Suas gestões foram marcadas por inovações, introduzindo atividades como a Conferência Estadual Espírita, em 1994, e o Encontro Estadual de Coordenadores de Juventudes Espíritas, que se mantêm ativas.
Ainda em sua primeira gestão, em 1999, foram criadas as Inter-Regionais, com o objetivo de ampliar os meios de dinamização do Movimento Espírita, de forma organizada, e atuar como fonte geratriz de união pelo trabalho e fortalecimento da atuação federativa.
Esteve à frente das comemorações do centenário da FEP, com criação de nova logomarca, selo alusivo aos cem anos, renovação de toda a papelaria e veiculação de vídeo sintetizando o trabalho desenvolvido pela Federativa ao longo dos seus cem anos de existência.
A culminância das comemorações deu-se com a inauguração, a 24 de agosto de 2002, da Sede Histórica da FEP, no antigo prédio da Saldanha Marinho, após um processo de revitalização do prédio e do imenso acervo de quadros, livros, documentos, registros históricos e fotos.
Desligou-se do Conselho Federativo Estadual, por sua livre decisão, em fevereiro de 2004.
E, na quinta-feira, 19 de março de 2026, a FEP noticiou a sua desencarnação, assinalando:
Neste momento de transição, unimo-nos em preces, enviando nossas melhores vibrações de paz e serenidade ao querido companheiro, certos de que ele é recebido com alegria e amparo na Pátria Espiritual.
Expressamos também nossa solidariedade e carinho aos familiares e amigos.
Sucederam-se homenagens e agradecimentos.
Há presenças que não passam — permanecem.
Há caminhos que não se encerram — transformam-se.
Em prece e silêncio, elevamos nossa gratidão ao querido irmão Maurício, cuja jornada entre nós se fez em vivência fraterna, tecida no aprendizado compartilhado na seara do Cristo, nosso Irmão Maior.
Gratidão por cada gesto, por cada palavra, por cada instante partilhado.
Gratidão pelo exemplo sereno, pela dedicação sincera e pelo amor que semeou em nossos corações. Sua passagem entre nós não se mede no tempo, mas na eternidade dos vínculos que ajudou a construir.
Rogamos ao Pai de infinita bondade, a Jesus, nosso Mestre, e aos amigos espirituais que o acolham com ternura, envolvendo-o em manto de paz e carinho.
Nada se perde. Tudo se transforma na grande jornada do Espírito.
Seguimos, com saudade serena e esperança viva, certos de que os reencontros são promessas divinas que o tempo não apaga.
Com apenas 73 anos ele retornou à pátria espiritual.
Tivemos o prazer de conviver com ele durante vários anos, principalmente no período de sua presidência na FEP.
Ainda temos vivas na mente as lembranças, seu jeito alegre e otimista.
Suas duas gestões foram muito dinâmicas, talvez por sua formação e atividade profissional. Fez toda diferença na organização como também no incentivo à realização de seminários e apoio às URES no tocante à criação de grupos de estudos nas Casas filiadas.
Tivemos a felicidade de hospedá-lo em nossa residência em Campo Mourão, e as recordações são as melhores possíveis.
Rogamos a Jesus que o seu trabalho em favor da Doutrina Espírita seja seu salvo-conduto nesse retorno a pátria espiritual.
Conheci Maurício em 1976. Ele tinha 23 anos. Foi na Galeria Batel, na Livraria Espírita de Marcelo Ajuz.
Marcelo me apresentou o Polaco. Muitas conversas, e uma amizade estava surgindo naquela tarde.
Toda vez que vinha a Curitiba, o Polaco estava no auditório. Depois das palestras, muitas conversas sobre Espiritismo.
Quando Marcelo não podia me conduzir às cidades vizinhas de Curitiba (Ponta Grossa, Campo Largo, Piraquara, Colombo) Maurício era meu condutor.
A primeira vez que preguei fora do Brasil, Maurício me levou até a Argentina, em 1987. Quando visitei a Europa, por primeira vez, em 1989, Maurício me pagou todas as despesas da viagem com alegria.
Fui hóspede em sua casa mais de três décadas, com sua mãe me tratando como um filho.
Agora, que sou compelido a dar adeus ao Polaco, ou até breve, quero pedir a Jesus muita luz para ele.
Meu amigo, meu irmão, que Deus o abençoe.
Raul Teixeira
Orador espírita, fundador da Sociedade
Espírita Fraternidade/Niterói/RJ
Em 27.4.2026
© Federação Espírita do Paraná - 20/11/2014