A trama do destino - Joanna de Ângelis
Graças à aceitação da filosofia reencarnacionista, dispõe-se de explicação lógica para os desafios do sofrimento de qualquer natureza, o destino e acontecimentos existenciais.

A luminosidade do conceito que liberta o Espírito daquilo que antes era um mistério, a lógica dos renascimentos, consegue demonstrar a excelsa misericórdia de Deus e a sua irrefragável justiça.

Todos são convidados à perfeição relativa e dispõem dos  mesmos processos que facultam o aprimoramento íntimo. No entanto, a diversidade de destinos gera interrogações perturbadoras que a crença na reencarnação dilui mediante a metodologia dos atos em etapas existenciais diferentes.

Cada qual torna-se responsável pelo próprio processo de existir, tornando-se herdeiro, mediante os atos em uma etapa e a oportunidade de prosseguir, caso atenda com equilíbrio os processos impostos pelas divinas Leis, e dispõe dos instrumentos hábeis peara continuar o processo libertador.

Privilégio nenhum para qualquer que enfrentar essa justiça, impressa na consciência através dos renascimentos.

A regra geral no intervir no labor é estruturada pela transformação dos instintos asselvajados em emoções abençoadas.

Nesse sentido, a dor é o organizador da teia em que se envolve, trabalhando incessantemente pela sua tecelagem.

O amor exerce um papel fundamental, porque essa faculdade, que dulcifica a alma, é o elemento básico para a fé e a caridade na qual deve culminar o procedimento.

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Se, por acaso, adquiristes compreensão dessa incomparável maneira de evoluir, necessitas cuidar de aproveitar cada momento para conduzir-te de acordo com os seus ensinamentos.

Não sejas daqueles que, ocultando revolta íntima, interrogam com agastamento – será que eu fui tão mau assim, que fui brindado com penas e agonias?

Sim, todos passamos pelos mesmos desafios, porque não há retorno ao mal e sempre se dá um passo para melhor.

Igualmente, não tenhas a presunção de haver sido um nobre, quando hoje te situas em outra classe social. 

Há muitos reis de ontem, sacerdotes ilustres, pessoas de destaque, reencarnados como personagens modestas e até denominadas inferiores, vitimadas por deformações físicas, psíquicas e psicológicas mui dolorosas.

É compreensível, como hoje ocorre, que os poderosos do mundo com as exceções compreensíveis, são responsáveis por muitos horrores e degradação, quando poderiam ser justos e fiéis ao seu estado de criatura humana.

Aceita a tua condição com alegria, agradecendo a Deus a oportunidade em que te encontras e como jornadeias.

Muitos outros que sofrem gostariam de desfrutar dos favores que te caracterizam, enquanto, por tua vez, gostarias de ter outra existência...

Há sempre um engano de considerar um livro, por exemplo, pela sua capa, desconhecendo-lhe o conteúdo, não raro prejudicial e degenerado.
As aparências ocultam a realidade.

Tudo quanto se vê e percebe, não é exatamente como detectado.

Assim, desmancha a tela pegajosa e forte do teu destino, se o consideras ingrato, e transforma cada fio do conjunto em vibrações de paz, a fim de que a tecelagem se converta em ondas de luz.

Não basta, portanto, crer na reencarnação para ser feliz. É necessário viver conforme seu código moral  e sua essência utilizada em todas as circunstâncias.

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Todo o Evangelho de Jesus é um cântico de louvor à Vida e as suas parábolas e lições, diretrizes de alegria e serviço renovador.

Vive, pois, de tal forma que estejas construindo o teu destino do porvir.

Joanna de Ângelis
Psicografia de Divaldo Pereira Franco,
em 22.4.2024, no Centro Espírita Caminho da Redenção,
em Salvador, Bahia.
Em 4.6.2025

© Federação Espírita do Paraná - 20/11/2014