O arrependimento - Joanna de Ângelis
Nunca te arrependas do bem que faças, mesmo quando o afortunado for ingrato e não retribua em bondade o que recebeu. É comum ocorrer, quando as amizades perdem o ardor, algum dos parceiros que foi socorrido e amparado entretecer considerações negativas a respeito do outro, ser-lhe difamador... Confiança que facultou o relato de intimidades e até mesmo feridas da alma que doíam, mereceram considerações, e agora são narradas com objetivos perversos e desmoralizadores.

Se ocorrem lances infelizes e sensações de qualquer natureza perniciosa, não vale a pena dar-lhes atenção ou servir de fronteira para acusações descabidas.

O ingrato carrega azedume emocional e é profundamente infeliz.

Não se suporta a si mesmo e sobrecarrega de espinhos os relacionamentos que antes o beneficiavam.

Hoje, graças à sua visão distorcida da realidade, fere com perversidade e, às veze com prazer, aquele que antes lhe dedicou afeição.

Não te arrependas pelo investimento de amor que fizeste na amizade.

Ele hoje pensa que pode viver e ser feliz sem ti, até o dia em que tudo talvez se modifique.

O amor que lhe conferiste foi alimento valioso que sustentou a amizade.

Nunca tentes diminuir os resultados do teu bem-querer, somente porque agora já não és compreendido.

A semente de luz prossegue clareando, mesmo quando abafada.

Mantém-te sereno quando saibas que hoje o coração ontem amigo envenenou-se contra o teu sentimento.

Muitos males defluem da acolhida à manutenção das más ideias.

A colheita sempre corresponde à semente que se desenvolve e reproduz.

Assim, mesmo triste e desalentado, mantém o que fizeste de bom, que resulta melhor para ti mesmo.

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Enquanto brilhe a luz da oportunidade, arrepende-te do mal que fizeste e vai além, recuperando-te das suas consequências.

Não postergues o momento de desculpar-te de alguma agressão, equívoco, situação perniciosa.

O arrependimento sincero é uma conquista do eu profundo, que reconhece as atitudes reprocháveis e tem a coragem de recuperar-se.

Um mau momento em que as emoções estão em destrambelho propicia ações perturbadoras. O instinto de sobrevivência em forma de egoísmo avassalador dispara o gatilho do mau humor e reações são descontroladas.

Passado aquele momento de descontrole, raciocina, pensa na sua gravidade, arrepende-te, buscando as vibrações gentis da amizade.

Muitos indivíduos reconhecem o equívoco, mas, em vez de se arrependerem, procuram razões para manter o estado de insatisfação.

Se, após arrepender-te, a ocasião te ensejar, faze o bem ao outro, aproveita para seres melhor e ajuda sempre.

Arrependimento sincero que leva à pacificação interior é medicina preventiva à saúde geral.

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Jesus jamais se arrependeu, porquanto, nunca se permitiu tropeçar na ira que gera a agressividade.

O mais notável do Seu comportamento é o ato de pedir a Deus que perdoasse os Seus algozes, os que O afligiam naquela hora.

Pensa bem – Ele era o triunfador e morreu para retornar vivo e glorioso logo depois, envolvendo-nos em paz e alegria.


Joanna de Ângelis
Psicografia de Divaldo Pereira Franco,
em 16.6.2024, na reunião mediúnica do
Centro Espírita Caminho da Redenção,
em Salvador/BA
Em 4.8.2025

© Federação Espírita do Paraná - 20/11/2014