Decálogo para a paz – Marco Prisco
1. Mantenha a irrestrita confiança em Deus em qualquer circunstância ou diante dos mais variados e graves desafios.

2. Cultive a paciência, considerando que existe um programa de natureza superior, que estabelece e orienta os acontecimentos existenciais.

3. Permaneça receptivo ao amor, cumprindo os seus deveres, sejam quais forem as condições em que se apresentem.

4. Reserve-se algum tempo diariamente para a reflexão em torno da existência.

5. Estabeleça um roteiro íntimo para manter-se vinculado à transcendência.

6. Faça do trabalho dignificante o valioso recurso de crescimento humano, social e intelecto-moral.

7. Não se permita agasalhar ressentimentos, suspeitas infundadas, ciúme, despeito, ódio, porque envilecem o caráter e atuam como tóxicos destrutivos nos arquipélagos neuronais.

8. Evite os pensamentos pessimistas, os de julgamentos severos em relação aos outros, que ressumam amargura e revolta.

9. Contribua com o mínimo que seja para que o mundo se torne melhor, doando-se quanto lhe esteja ao alcance.

10. Faça da oração o instrumento sublime de comunhão com Deus.

A paz é construída com esforço e, para ser preservada, exige vigilância no bem e manutenção dos ideais elevados.

Não se trata, porém, de uma situação parasitária ou sem ação.

Pode-se fruí-la na tempestade ou na harmonia ambiental, sob os açoites do sofrimento ou as blandícias da saúde.

É um estado dinâmico de constante equilíbrio.

Disse Jesus: A minha paz vos dou – como recompensa à consciência tranquila, à emoção harmonizada e às ações corretas.


Marco Prisco
Psicografia de Divaldo Pereira Franco,
cap. 29, do livro Renove-se, ed. LEAL
Em 13.2.2026

© Federação Espírita do Paraná - 20/11/2014